INNOCENCE INCITES PAIN
Faced with the world, his fear made the earth tremble; lightning fell from the sky, whirlwinds stirred the waters, and the purest air sought to hover over his body. His emotions knocked at the door; enigmas in the darkness deepened his heart with drifting thoughts. His mind became empty before illusions. The understanding of yes and no, of truth and falsehood, went beyond what he could comprehend.
The day dawned without the sun, thunder in the darkness. On his first day of life, his spirit shaped his adult form in just a few hours: a being of great beauty. As it should be, his face was fine, with green eyes and blonde hair.
Winds whistled from afar, as if alerting him to hidden truths. Understandings lay in his mind, like the meaning of life, where living was his only path. Innocence incited his pain; he meditated on himself and the world around him. “Is victory the way?” he wondered.
With no sign of life, his vision expanded, and in it, he beheld crystal-clear waters. He felt the soft earth beneath his feet. On the horizon, he admired the expanding vegetation and, with it, discerned the laws of nature. He ate fruits merely for the act of eating, for he felt no hunger.
He inhaled deeply and appreciated his connections with nature and with time itself. Now, like many eagles, his vision transcended the visible. The foresight of events calmed him and brought him joy.
“I feel free will being stripped away; the liberated rule the wrong path,” he thought.
Mysteries pulsed in his heart like flaming arrows. Seeing his planet empty, his tears flowed like precious stones, touching the ground and making flowers bloom.
The delicate rains wrapped the mountains; the sun made rainbows shine, revealing signs of possible portals. His journey was just beginning. Day after day, his mind floated in search of more life.
Magic came from afar, carried in the very air. Meditations in the darkness created conditions for him to open portals, seeking to find his happiness.
Time slipped through his hands like vast waterfalls. Years passed. Calmness came tinged with melancholy as his thoughts matured. Hidden formulas were being found, and within them, keys to portals.
Inner flames consumed him; his satisfaction was seeing the beyond. Finding new forms of life was his greatest joy. New paths were being deciphered, from afar and the invisible.
Understanding that less was more, he felt his thoughts paving the way. But he had to strive for days, months, and years, in the silence of peace, emptying his mind.
His freedom was promised, and time no longer affected him. Mutations in his own body, his rejuvenation, became necessary. Nebulous signs plagued his being; echoes permeated the void, resonating in his ears as something impending. But only nothingness was understood, with its impenetrable silence.
Within him, an untouched innocence remained, still unaffected by pain and disillusionment. The days passed before his eyes, like a house besieged by storms or ice under the fury of a blizzard.
His silent work opened the floodgates to a deluge of new horizons. His harvest, accumulated over years, shone like gold and precious stones; it was like the price of an invaluable treasure, like touching the greatest jewel.
His passage to new realities was assured. He was already beginning to see the paths. His soul, still young, began to feel relief.
A hidden sound reached his ears and stole his peace since he had heard a flash of superior beings. His mind could not move from the same place, calculating a portal that would bring him closer.
Enigmas in the darkness. His heart beat strongly. Moments of red in the dark, from his drag of smoke, showed him what was real, just as the thunder rumbled, warning that life out there was no joke.
Gloriam let his mind weigh on thoughts and felt in his soul connections beyond time, arriving stealthily like the patter of fine rain, which gradually intensified.
He wanted more. He was tired of living alone and knew that life out there was vast. So he tried telepathic contact and was heard. In a flash, a circular portal of fire opened, and a group of superior beings of great stature appeared before him…
PT
CAPÍTULO UM
A INOCÊNCIA INCITA A DOR
Ventos sopravam onde não se podia ouvir; uma luz distante iluminava os mais altos vales. Sua essência ecoava como trovões. A consciência de Gloriam se elevou, e águas foram agitadas profundamente. Sinais deixados pulsaram enigmaticamente em sua mente, mas suas curvas desapareceram de tal maneira que nada se podia ver da energia criadora, fonte além da vida. Ela o deixou sem vestígios de onde ia. Muito misteriosa era essa fonte de vida que estava sempre a criar.
Sob a luz do luar, Gloriam foi deixado. Ao derredor, havia um campo liso e florido; as flores desconhecidas brilhavam perante sua presença. As estrelas iluminavam o contorno das árvores que balançavam de alegria.
Perante o mundo, seu medo fazia a terra tremer; raios caíam do céu, redemoinhos agitavam as águas, e o ar mais puro buscava pairar sobre seu corpo. Seus sentimentos batiam à porta; enigmas na escuridão aprofundavam seu coração com pensamentos flutuantes. Sua mente se fazia vazia perante as ilusões. O entendimento do sim e do não, da verdade e da mentira, ia além do que ele podia compreender.
O dia amanheceu sem sol, trovões na escuridão. Em seu primeiro dia de vida, seu espírito moldou sua forma adulta em poucas horas: um ser de grande beleza. Como haveria de ser, o rosto era fino, olhos verdes e cabelos loiros.
Ventos assobiavam de longe, como se alertassem sobre verdades escondidas. Entendimentos jaziam em sua mente, como o sentido da vida, onde viver era seu único caminho. A inocência incitava sua dor; meditava sobre si mesmo e o mundo ao seu redor. “Vencer é o caminho?”, pensava.
Sem nenhum sinal de vida, sua visão se expandiu, e nela contemplou águas cristalinas. Sentiu a terra fofa sob seus pés. No horizonte, apreciou as vegetações se expandindo e, com isso, discerniu as leis da natureza. Ele comia frutas por comer, pois não sentia fome.
Inspirou profundamente e apreciou as conexões com a natureza e com o próprio tempo. Agora, como as águias, sua visão transcendia o visível. A previsão de eventos o acalmou e o deixou mais feliz.
“Sinto o livre-arbítrio sendo retirado; os libertos dominam pelo caminho errado”, pensava.
Mistérios pulsavam em seu coração como flechas inflamadas. Vendo seu planeta vazio, suas lágrimas corriam como pedras preciosas, tocando o solo e fazendo flores desabrocharem.
As águas das chuvas delicadas envolviam as montanhas; o sol fazia os arco-íris brilharem, revelando sinais de possíveis portais. Sua jornada estava começando. Dia após dia, sua mente flutuava em busca de mais vidas.
Magias vinham de longe, no próprio ar. Meditações na escuridão criavam condições para que ele abrisse portais, buscando encontrar sua felicidade.
O tempo escorria pelas suas mãos como vastas águas de cachoeiras. Anos se passaram. A calmaria vinha tingida de melancolia enquanto seus pensamentos amadureciam. Fórmulas escondidas estavam sendo encontradas, e nelas, chaves para portais.
Chamas internas o consumiam; sua satisfação era ver o além. Encontrar novas formas de vida era sua maior alegria. Novos caminhos estavam sendo decifrados, de longe e do invisível.
Entendendo que o menos era mais, podia sentir seus pensamentos abrirem caminhos. Mas ele havia de se esforçar por dias, meses e anos, no silêncio da paz, esvaziando sua mente.
Sua liberdade estava prometida, e o tempo já não o afetava. Mutações em seu próprio corpo, seu rejuvenescimento se fazia necessário. Sinais nebulosos assolavam seu ser; ecos permeavam o vazio, ressoando em seus ouvidos algo que iria acontecer. Mas apenas o nada era entendido, com seu silêncio impenetrável.
Dentro dele, uma inocência intacta ainda não havia sido afetada pela dor e pela desilusão. Os dias passavam perante seus olhos, parecendo uma casa sitiada por tempestades ou gelo sob a fúria de uma nevasca.
Seu trabalho no silêncio abriu comportas para um dilúvio de novos horizontes. Sua colheita acumulada por anos brilhava como ouro e pedras preciosas; era como o preço de um tesouro inestimável, como tocar na maior joia.
Sua passagem para novas realidades estava assegurada. Ele já começava a ver os caminhos. Sua alma, ainda jovem, começava a experimentar um alívio.
Um som oculto percorreu sua audição e tirou-lhe a paz desde que ouvira um lampejo de seres superiores. Sua mente não saía do mesmo lugar, calculando um portal que o aproximasse.
Enigmas na escuridão. Seu coração batia forte. Instantes do vermelho no escuro, em sua tragada de fumo, mostravam o que era real, assim como os trovões que retumbavam, alertando que a vida lá fora não era brincadeira.
Gloriam deixou sua mente pesar em pensamentos e sentiu na alma conexões além do tempo, que chegavam sorrateiras como a batida da chuva fina, que ora ia aumentando.
Ele queria mais. Estava cansado de viver sozinho e sabia que a vida lá fora era grande. Então, tentou contato telepaticamente e foi ouvido. Num lampejo, um portal circular de fogo se abriu, e um grupo de seres superiores de grande estatura surgiu diante dele…
Continua…